Por que a cor escolhida pela Pantone é tão importante?
- Maison Dór Magazine

- 13 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Você já se perguntou porque tanto esdardalhaço quando a Pantone escolhe uma cor?
Porque a cor da Pantone não é sobre estética.
É sobre direção cultural, desejo coletivo e dinheiro.
Agora, a explicação sem romantizar:
A Pantone traduz o clima emocional do mundo
A cor do ano não nasce do nada. Ela é resultado de análise de comportamento social, política, economia, tecnologia, arte e consumo. Em outras palavras:
a Pantone não cria tendências — ela nomeia o que o mundo já está sentindo.
Quando uma cor é escolhida, ela legitima um estado emocional coletivo.
Ela orienta decisões de bilhões (literalmente)
Moda, beleza, design, arquitetura, branding, embalagens, interiores, marketing. Marcas globais usam a cor Pantone como bússola estratégica para:
lançamentos
coleções
campanhas
reposicionamentos de marca
Ignorar a cor do ano não é “ser autêntico”. É correr o risco de falar fora do tempo cultural.
A cor cria consenso visual
Vivemos uma saturação de imagens. A cor Pantone funciona como um acordo silencioso entre criadores, marcas e consumidores.
Ela facilita reconhecimento, pertencimento e leitura imediata. Você bate o olho e sente: “isso é agora”.
Ela influencia desejo antes da razão
Cor é emoção pré-verbal. Antes de entender o produto, o cérebro sente a cor.
A Pantone escolhe tons que:
acalmam quando o mundo está em crise
energizam quando há estagnação
aquecem quando existe carência emocional
neutralizam quando há excesso
É psicologia aplicada ao consumo.
Para marcas pequenas, ela é ainda mais estratégica
Quem acha que Pantone é só para grandes marcas está enganado. Para marcas autorais, editoriais e criativas, ela ajuda a:
alinhar discurso com o espírito do tempo
parecer atual sem perder identidade
dialogar com o imaginário coletivo sem gritar
Usar a cor certa não te faz comum.
Usar a cor errada te faz invisível.
Em resumo
A cor Pantone é importante porque ela organiza o caos visual do mundo, direciona desejo, legitima narrativas e separa quem está conectado ao agora de quem ainda está falando com o ontem.








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